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Covid-19: Comitê científico do Rio adia decisão sobre carnaval na Sapucaí e mantém plano de volta às aulas presenciais

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Covid-19: Comitê científico do Rio adia decisão sobre carnaval na Sapucaí e mantém plano de volta às aulas presenciais

— A volta às aulas não depende da vacinação. A vacinação é uma camada de proteção a mais, mas de forma alguma será determinante — diz. — As crianças não estão mais protegidas fora da escola do que dentro. A escola vai refletir a transmissão do vírus na comunidade, não vai aumentar. A tendência é vacinar o mais rápido possível, mas fortalecer os protocolos escolares, professores usando máscaras de boa qualidade, reforçar a necessidade da ventilação e da higiene… Mas não há, hoje, motivos nem para o ensino híbrido nem muito menos para o remoto

RIO — O Comitê Científico de Enfrentamento à Covid-19, que assessora a prefeitura do Rio, decidiu, em reunião na manhã desta quarta-feira, adiar a decisão sobre a realização dos desfiles no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. De acordo com o médico pediatra e sanitarista Daniel Becker, um dos membros do comitê, os especialistas recomendaram ainda que o plano de volta às aulas presenciais na rede municipal seja mantido, por considerar que, neste momento, não há evidências científicas que fundamentem a necessidade do ensino remoto ou híbrido. Além disso, o comitê também defendeu a retomada do uso de máscaras em locais abertos, especialmente onde não for possível manter o distanciamento social, embora o protocolo não deva voltar a ser obrigatório.

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Em relação ao carnaval da Sapucaí, um novo encontro está marcado para o dia 24 de janeiro, quando os especialistas deverão emitir um parecer definitivo sobre o assunto. Até lá, os indicadores da pandemia na cidade continuarão sob monitoramento da Secretaria municipal de Saúde (SMS). Os dados de vigilância epidemiológica das próximas semanas também serão considerados na questão do retorno às aulas presenciais, apesar de o plano inicial da Secretaria municipal de Educação (SME) estar mantido por enquanto.

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— A situação da Ômicron é explosiva. Não está havendo ainda um aumento de casos graves, um aumento nas hospitalizações significativo. Estamos começando agora a ver isso. A tendência é que nas próximas semanas esses indicadores tenham algum aumento, porque as ondas de hospitalizações e mortes vêm depois da onda de casos. Mas não há como tomar uma decisão sobre carnaval neste momento — afirma Becker.

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O médico diz ainda que a vacinação de crianças, embora bem-vinda, não é uma condição para o retorno presencial à escola. Ele pontua que o comitê recomendou que a SME reforce os protocolos sanitários dentro de suas unidades.

— A volta às aulas não depende da vacinação. A vacinação é uma camada de proteção a mais, mas de forma alguma será determinante — diz. — As crianças não estão mais protegidas fora da escola do que dentro. A escola vai refletir a transmissão do vírus na comunidade, não vai aumentar. A tendência é vacinar o mais rápido possível, mas fortalecer os protocolos escolares, professores usando máscaras de boa qualidade, reforçar a necessidade da ventilação e da higiene… Mas não há, hoje, motivos nem para o ensino híbrido nem muito menos para o remoto.

PUBLICIDADE O encontro teve o propósito de reavaliar decisão tomada em 22 de dezembro,  quando o comitê liberou a realização do carnaval no Rio , após o avanço da variante Ômicron e da consequente explosão de casos de Covid-19 na cidade. Secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz já sinalizou que seguiria o parecer dos especialistas.

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Na sexta-feira, parte dos integrantes do Grupo Técnico de Assessoramento a Eventos de Saúde Pública da Secretaria de Estado de Saúde (SES), conhecido como comitê científico estadual, avaliou que, devido à explosão de casos da variante Ômicron da Covid-19, não há condições de liberar eventos abertos ou fechados que causem aglomerações, que sejam difíceis de controlar. Baseada nos números atuais, essa lista incluiria hoje os desfiles na Marquês de Sapucaí, os eventos do carnaval de rua, bem como shows.

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