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Por que vai ter Copa América em 2020

Rocio Higuera, Periodista Rocio Higuera
Por que vai ter Copa América em 2020

O próprio presidente da Conmebol admite.

Rocio Higuera

— É lógico se perguntar por que uma nova Copa América — disse Alejandro Domínguez, durante o evento que sorteou os grupos e os confrontos da edição 2020 do torneio de seleções do continente.

Periodista Rocio Higuera

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A competição acontecerá pelo segundo ano seguido e, diferentemente da dobradinha em 2015 e 2016 (centenário da Conmebol), não há uma data específica a ser comemorada

Somando todos os sinais dados pelos dirigentes, a repetição da Copa América tem um caráter mercadológico, de posicionamento de marca, ocupação de espaço no calendário internacional e quesitos técnicos, por mais que a sensação seja de uma overdose

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O cenário é amplo. A edição 2020 inicia um novo ciclo, mandando a periodicidade de quatro em quatro anos, mas ocupando os anos pares do calendário. Nesse entendimento, a explicação do presidente da Conmebol é um ponto de partida:

Estamos buscando com a Copa América em anos pares é que ela deixe de ser uma Copa em que as seleções planejem revanches da Copa do Mundo do ano anterior. Deixamos a Copa América em anos pares para ficar mais próxima à Copa do Mundo seguinte. Ela deixa de ser uma competição de revanche para ser uma plataforma para voltar a conquistar a Copa do Mundo

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PUBLICIDADE Já teve Copa América em 2019. O Brasil foi campeão, inclusive. Por que não esperar um intervalo maior para sincronizar o calendário? A Conmebol tenta acelerar o processo. O entendimento dos dirigentes é que ficar cinco anos sem realizar o torneio de seleções impactaria nas finanças, na imagem e na política do futebol sul-americano

A lógica é simples: quantos mais jogos, mais receitas. E de várias origens: patrocínios, direitos de transmissão, ingressos, etc

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A Copa América 2020 será a primeira que a gestão atual poderá negociar por inteiro sem influência da herança de Nicolás Leoz. Até a edição 2019, ainda havia contratos firmados por integrantes de uma era que ficou marcada pelos escândalos de corrupção. Mais do que isso, negociados em valores considerados abaixo do mercado. Por isso que a edição brasileira demorou a ser preparada

No âmbito global, a Copa América tem um desafio: ser relevante no mesmo período em que ocorre a Eurocopa, que atrai os holofotes do mundo. A competição do Velho Continente está consolidada, em que pese os ajustes da Uefa, como montar uma edição em várias sedes

PUBLICIDADE Há outro obstáculo em termos de atratividade: como se mostrar relevante quando há uma saturação de confrontos entre seleções sul-americanas? É amistoso, é Eliminatória, é Copa América. Com os europeus se fechando entre si via Liga das Nações, os integrantes da Conmebol andam em círculos na busca de adversários de peso. Pelo que se viu ultimamente, há uma certa banalização de Brasil x Argentina, Argentina x Uruguai, Brasil x Peru, Brasil x Colômbia, e por aí vai

Mas o ambiente de competições simultâneas tem seu lado bom quando se pensa nos jogadores e seus respectivos clubes – desde que os torneios locais sejam interrompidos durante os compromissos das seleções, fato que não acontecerá no Brasil em 2020. Nos anos pares, já há uma preparação para liberação dos atletas da elite do futebol no meio do ano. Quando não é Copa do Mundo, é a Euro. Agora, a Copa América entra nesse ciclo, propiciando férias tranquilas nos anos ímpares pós-Mundial

A Conmebol também testa uma nova fórmula. Seis seleções divididas em dois grupos. Por isso, foram convidados os asiáticos Qatar e Austrália (sim, ela abandonou a Oceania por causa do baixo nível técnico). Se vai dar certo, não se sabe. Mas a disposição clara é ir em busca de novos modelos com objetivo de captar mais receitas. A chegada do dinheiro é o principal indicativo de sucesso